CRUZEIRO: SEUS COADJUVANTES E A FALTA DE PROTAGONISMO

Publicado em Cruzeiro, Futebol
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Foto: Washington Alves/Divulgação

(Gabriel Contin)

Na última quarta-feira, no confronto contra o Santa Cruz, foram 20 finalizações celestes contra apenas quatro do time pernambucano. Resultado? 4 x 1 para o time da Cobra Coral, com quatro falhas individuais. Ontem, diante do América, outro jogo dominado pelo Cruzeiro, com posse de bola, chances e finalizações superiores. Porém, de novo, mais um resultado negativo: um empate conquistado no final da partida. Desde a chegada do Paulo Bento, é nítido que a equipe tem evoluído, com maior poder de criação e compactação, mas a falta de protagonismo e confiança do elenco vem interferindo no resultado final dos jogos.

A limitação do plantel em algumas posições é clara, principalmente nas laterais e no ataque. Confesso que fui um dos que se dava por satisfeito em deixar o Willian com a nove. Também achei que Coutinho e Rafael Silva poderiam dar conta do recado por serem apenas “melhores” que Marinho e Joel. Enganei-me, por completo. Além da péssima fase do Bigode, as outras opções ofensivas são muito limitadas, inferiores até do que tinha em 2015.

O Cruzeiro está repleto de bons coadjuvantes, porém, jogadores que não assumem a responsabilidade. Falta aquele atacante decisivo que consiga prender a bola no ataque e virar para cima do defensor, ou um meia que abra espaços na marcação adversária. Enfim, a Raposa precisa de protagonistas, de gente que chegue para pegar a camisa e jogar. Nomes como Rafael Sóbis, Maxwell, Barcos e Diego Ribas, por exemplo, seriam aquisições para mudar completamente o patamar da equipe.

Sou um dos grandes críticos do presidente Gilvan, pela centralização e arrogância que impera em seu segundo mandato. Acho justo criticá-lo. Talvez ele seja o principal responsável por esse péssimo momento vivido pelo Cruzeiro, no entanto não se pode isentar os diretores Bruno Vicintin e Thiago Scuro. Os três são responsáveis pela montagem desequilibrada do elenco e, os frutos desse equívoco, estão surtindo efeito agora, com o time beirando a última colocação no Brasileirão.

Apesar de todas as ressalvas, reitero a minha confiança no trabalho do técnico português. Continuo achando que o time não é ruim, principalmente com a entrada dos últimos reforços e as peças estagnadas no DM. Acredito que falta uma vitória para esses jogadores conseguirem retomar a autoconfiança e o caminho da regularidade.

Cruzeiro 1 x 1 América

Resultado péssimo se for contar a situação na tabela e pela obrigação de vencer em casa. Mais um jogo de domínio absoluto do Cruzeiro, mas de chances desperdiçadas e falta de concentração. Destaques positivos para a excelente estreia do meia Robinho que, além de uma bela assistência para o gol, deu criatividade ao meio-campo. Riascos foi outro que entrou relativamente bem. Se não fosse o estabanado Coutinho, que entrou para atrapalhar, o colombiano poderia ter marcado em sua reestreia.

Campo neutro em Brasília

O Botafogo é o próximo adversário. Em confronto na capital federal, o Cruzeiro terá a oportunidade de conseguir sua primeira vitória no campeonato. Apesar da limitação técnica, o time de Ricardo Gomes é bem organizado e não será presa fácil. Peço Robinho, Alisson e Bryan como titulares. E claro, que a torcida cruzeirense de Brasília, que é numerosa, compareça em bom número para apoiar a equipe neste momento tão delicado.

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