O GALO SE ACOVARDOU DIANTE DO FIGUEIRA

Publicado em Atlético, Futebol
27454944784_d69fbb35b6_z
Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

(Vinícius Andrade)

Show de horrores em Florianópolis. O resultado só não foi pior pela fragilidade do adversário, que ainda estava desfalcado de sete titulares. Não importam as circunstâncias – um, dois, ou três jogadores a menos -, empatar com o Figueirense é deixar escapar dois pontos. Nem mesmo a péssima arbitragem do paranaense Rafael Traci justifica. O Galo se acovardou. Fez um gol logo aos 7 minutos da primeira etapa, aproveitando o faro artilheiro de Fred, mas depois abdicou da partida. Colocou o resultado debaixo do braço e pensou que fosse segurá-lo até o apito afinal. Porém, quando o oponente é fraco, você tem que nocauteá-lo o quanto antes. Fica a lição.

O primeiro tempo foi horroroso. Quando pensei que nada pudesse ser pior, eis que aparece em campo o ex-lateral Patric. Haja sofrimento! Até reconheço a importância tática de P29, mas sua presença é sempre um “Deus nos acuda”. Para agravar o tenso cenário, expulsão (injusta) de Fred. A partir de então a postura atleticana foi ainda mais irritante.

O time implorou pelo fim do jogo, se apegando desesperadamente ao “precioso” empate. Se do outro lado estivesse o Palmeiras, Grêmio ou Santos, até entenderia. Mas era um Figueirense completamente desconfigurado. No jogo das 11h, vimos o Vitória com um a menos ser superior ao Cruzeiro, em pleno Mineirão, com 45 mil pessoas. Os baianos buscaram o empate e por pouco não venceram. Faltou ao Galo a gana do Vitória e por vitória.

A conta era simples: somar quatro pontos nos dois jogos fora. Já que o Atlético se apequenou diante do Figueira, o Flamengo vai ter que pagar o pato. Empate em Brasília já não é bom resultado. Temos que vencer. Mas não se deixe enganar pela goleada sofrida pelos Rubro-Negros contra o Corinthians. Os cariocas mandaram no jogo, até levar um castigo aos 14 minutos da etapa final. Depois a casa desmoronou. Portanto, não se iluda: domingo é páreo duro. O interino Zé Ricardo tem feito ótimo trabalho.

A dupla já não encanta mais

Victor, Leo Silva e Ronaldinho: os maiores nomes da história atleticana (que me desculpe o Rei). Com todo respeito à história da dupla Victor e Leo, mas ela já não está tão afinada como outrora. O camisa 1 continua sendo bom goleiro, mas não está entre os cinco melhores do Brasil. Contra o Figueirense, uma saída que só facilitou o gol de Ermel. Já o libertador alvinegro ainda mostra bom posicionamento, mas a lentidão (o que é absolutamente normal pela idade) deixa o sistema defensivo inseguro. Não sei se Ronaldo será a solução. A melhor alternativa é a contratação do equatoriano Mina.

S.O.S Clayton

A cota de paciência com o jovem Clayton está chegando ao fim. Difícil acreditar que este é o mesmo jogador do ano passado, apontado como uma das grandes revelações do futebol brasileiro. Não dá para reclamar de sequência, pois Marcelo Oliveira tem sido generoso com o garoto. O pior de tudo é saber que o atacante custou mais de € 3 milhões aos cofres do clube. Sem dúvidas a camisa está pesando. Em meio às críticas, ainda guardo uma fagulha de esperança no cobiçado menino de 20 anos.

Siga o blog no Facebook e no Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *