ESTE (NÃO) É O NOSSO IDEAL

Publicado em Atlético, Futebol
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Foto: Bruno Cantini / Atlético

(Vinícius Andrade)

Baile do Pachequinho no Horto. Mesmo com a limitação técnica da equipe paranaense, o treinador do Coxa mostrou como tirar “leite de pedra”, com um time organizado e bem aplicado taticamente. Ao contrário de Marcelo Oliveira, que tem boas peças em mãos, mas ainda não conseguiu fazer a máquina engrenar. O Coritiba não mereceu perder, mas desde quando futebol preza por justiça? Então, resta comemorar os três pontos, mas sem deixar de lado a preocupação pelas más atuações.

Não adianta ter um bom elenco, mas não ter um grande time. E vice-versa. No caso do Atlético, vale a primeira queixa. Marcelo tem o material, mas precisa do encaixe. A individualidade não pode sobressair ao coletivo, como vem acontecendo na equipe alvinegra. Antes da lesão, Cazares vinha sendo o ponto de (des)equilíbrio, com lances geniais. Contra o Coritiba, Robinho foi decisivo. E quando não estiverem inspirados?

As lesões realmente dificultam a montagem da equipe, mas este é um problema inerente aos 20 clubes do campeonato. O principal trunfo do técnico é saber trocar as peças sem perder a identidade do time. Robinho não pode ser o substituto de Cazares. São características distintas, portanto, na ausência do armador de origem, o esquema tem que mudar. Enquanto o Rei das Peladas tentou ser o “10” atleticano diante do Coxa, o Galo sofreu. O camisa 7 rendeu quando jogou como atacante, em sua posição.

Injusto cobrar um time pronto de um treinador que assumiu o comando no meio da temporada, em um momento em que o Atlético mais parecia um hospital, tamanho o número de lesionados. É justo, no entanto, cobrar uma evolução depois de 14 jogos. Marcelo teve uma semana para treinar a equipe antes de enfrentar o Flamengo, e o que se viu foi um desastre. Mais uma semana de preparação para o duelo contra o Coritiba, e novamente uma atuação pífia. Só que dessa vez o futebol aprontou a nosso favor.

As voltas de Luan e Pratto são um alento para a Massa. Claro que ainda precisam de ritmo, mas, em boas condições físicas, são titulares absolutos. Marcelo precisará encontrar uma forma de jogo mais segura para escalar Fred e Pratto juntos, uma possibilidade real. O “Urso” já fez muito bem a função de segundo atacante no Velez, quando atuou com Mauro Zárate. Confesso que estou ansioso para ver uma sequência do ataque 999.

Rómulo Otero

Se vai dar certo, ninguém sabe. Mas é preciso reconhecer o esforço da diretoria para repor a ausência do equatoriano Cazares. O primeiro venezuelano a vestir a camisa do Galo chega por empréstimo de uma temporada, com opção de compra ao fim do vínculo. Aos 23 anos, Otero já deixa saudades no torcedor do Huachipato. Bom sinal. Sinceramente, vale mais a aposta no venezuelano do que em Thiago Neves, de 31 anos, que estava nos Emirados Árabes, e certamente iria engordar bastante a folha salarial. Parabéns, Nepo Nepo! Seja bem-vindo, Otero!

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