Quando começa o nosso Feliz 2017?

Publicado em Atlético, Campeonato Mineiro, Copa Libertadores, Futebol
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(Bruno Cantini/Atlético)

(Fernando Gregori)

Desde 2015 estou ouvindo falar que o ano do Galo vai começar no próximo jogo. E nada do maldito ano novo começar. Depois da final da Copa do Brasil de 2014, a mais fácil da vida do Galo, diga-se de passagem, o nosso ano parou. Não tem início, não tem meio e não tem fim. Estamos empacados. Praticamente no limbo. Vivemos em uma dimensão paralela entre a Época do Galo Doido e os dias atuais.

Mesmo com a estrutura de primeiro mundo, jogadores famosos, craques e treinadores de renome, o time não evoluiu. Parece que estamos presos no Dia da Marmota. Acordamos todo dia na mesma situação, com os mesmos problemas e somos incapazes de sair dela.

Uns dizem que a culpa é da sucessiva troca de treinadores. De Levir para Aguirre, de Aguirre para Marcelo e agora, de Marcelo para Roger. Pouco tempo para um treinador estabelecer seus métodos de trabalho, dizem. Mas e o Cuca, que assumiu o Palmeiras em abril de 2016 e em novembro já era campeão brasileiro? E o próprio Marcelo, que assumiu o cru no em novembro de 2012 e foi campeão brasileiro em novembro de 2013? Ambos tiveram no máximo um ano para trabalhar. Foi mágica? Sorte?

Exemplos recentes me provam que não basta dar tempo ao treinador. Ele precisa ter elenco e precisa saber montar um esquema. De preferência, um esquema que sirva aos jogadores que tem.

No Galo, infelizmente não temos nem dado tempo aos treinadores e muito menos elencos qualificados. Temos bons jogadores, misturados com alguns craques e muitos medianos. E são esses medianos, junto com a fase nem tão boa dos craques e dos bons, que não deixam o Galo evoluir.

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O He-Man, Rafael Moura, marcou o gol do Galo na partida contra a URT (Bruno Cantini/Atlético/Reprodução)

Há tempos não vemos disputa por posição no time. Os 11 não sofrem qualquer ameaça de perda de vaga. Nosso único reserva de luxo é o He-Man. E que pela falta de peças, deve virar titular em breve. Luan é uma incógnita. Não dá para saber o futuro dele mais. Carlos Eduardo não serve nem para capinar o CT. Cazares esqueceu o futebol em algum post do Instagram. Robinho oscila demais. Giovanni é Giovanni. Nossa zaga fica exposta o jogo inteiro. Carioca e Elias não conseguem proteger o meio. Estamos acéfalos de um camisa 10. E se não tivéssemos um centroavante monstruoso, na melhor fase de sua carreira, acho que não passaríamos nem da 1ª fase da Libertadores.

Para piorar, nosso banco é um mero detalhe. Incapaz de ter alguém para mudar uma partida ou de oferecer opções de esquema ao treinador seja quem ele for. E isso está acabando com as ambições do Galo.

Qualquer time que jogue contra nós na retranca, vai complicar. Desde o minúsculo Tricordiano ou o menor dos rivais tradicionais, basta duas linhas de quatro atrás do meio campo e jogar em nosso erro. Se não sair com o empate, vai ganhar o jogo em nossas diversas entregadas de paçoca.

Sport Boys, cru e URT que o digam. Times bem inferiores ao Galo, que jogaram pra empatar e deram um tremendo sufoco em contra ataques. Coisa que qualquer time de várzea sabe se resguardar, mas o Galo não.

Já estamos em abril e não jogamos um jogo sequer como deveríamos jogar. E continuamos sem nenhuma jogada ensaiada também. Aliás, qual o último jogo do Galo de encher os olhos, desde 2014?

Continuo achando que a montagem do elenco foi mal feita. Não sei se porque não temos caixa ou se por contratar errado. Só sei que, enquanto isso, estou aqui, olhando para o céu, esperando os fogos anunciarem o nosso feliz ano novo.

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  • Robson

    Primeiro tínhamos que dar um tempo pro trabalho do Técnico aparecer, depois os jogos não valiam nada e agora qual é a desculpa? O time é fraco e o elenco pior ainda. O problema é que o nosso Nepunossono não tem identidade própria e quer imitar o Kalil, não é porque o Ronaldinho deu certo que a política de contratar jogadores caríssimos, perto da aposentadoria(até pela nova lei), estrelas decadentes, vai dar certo, resultado um time envelhecido metido a besta, sem pulmão, sem paixão, sem vontade, todos encostados no Spa que é o CT do Galo, pior que os come e dorme não são ao menos cobrados por ninguém, nem pelo técnico e nem pela Diretoria. Não existe um trabalho sério profissional no Galo, nossa base é ridícula, não se investe na procura, contratação e aprimoramento de jovens realmente promissores. Vamos parar de fazer negociatas milionárias com jogadores em final de carreira para beneficiar empresários inescrupulosos e gerentes espertos e vamos instituir uma base bem selecionada, bem treinada e orientada não somente quanto as técnicas e fundamentos do futebol, bem como o modo de jogar, uma tática moderna que respeite a nossa história, nosso DNA que é de ir pra cima, de forma organizada, com muita raça e amor. Pra ontem precisamos, pelo menos, de um Goleiro, um Zagueiro, um Lateral Direito, um Lateral Esquerdo, um Meia Armador, um Atacante Velocista, todos jovens e vigorosos, bons de bola e acima de tudo com vontade de vencer, raçudos. Quanto ao Técnico precisamos de um com personalidade forte que saiba cobrar e incentivar pra sanar a preguiça e a acomodação desse time ridículo. Galo Sempre.