O dia em que eu tive vergonha de ser Atleticano

Publicado em Atlético, Campeonato Brasileiro, Cruzeiro, Futebol
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(Foto: Bruno Cantini/Atlético/Divulgação)

Por Fernando Gregori – @ferdsmg

O Galo já nos deu muitos motivos para sentirmos vergonha. Mas não foi em 77, quando numa campanha invicta, conseguimos perder o Brasileiro numa decisão por pênaltis contra o fraquíssimo São Paulo. Também não foi no dia em que o José Roberto Rato nos roubou a chance de sermos os melhores da América e, quem sabe, do Mundo. Muito menos tive vergonha de ser Atleticano nas inúmeras eliminações esdrúxulas para os Brasilienses, Jorge Wilstermann, Góias, São Caetano e Criciúma da vida. Nem naquele fatídico e estranho clássico de Sete lagoas, quando fomos impiedosamente goleados pelo nosso freguês por 6×1 eu me senti tão envergonhado. Vou dizer mais, nem nos segundos após a derrota para o Raja, eu ali na arquibancada do estádio em Marrocos, olhando para o nada, tentando entender como conseguimos perder um Mundial para um time semi-amador da África, eu tive um sentimento tão ruim em relação à minha paixão pelo Galo quanto tive ontem, ao ouvir aquele cântico nojento.

Não foi nenhuma derrota, eliminação ou goleada que me fizeram ter vergonha de ser Atleticano. Foi uma música.

Quando recebi o primeiro áudio daquele absurdo que aconteceu ontem no Mineirão, eu relembrei toda minha vida como torcedor. Lembrei o quanto já fui homofóbico sem me dar conta. O quanto me comportei como um ser desprezível ao cantar e brincar com assunto tão sério, sem perceber o mal que eu estava fazendo. E sei que a luta contra isso é diária. Há tempos parei de chamar cruzeirense de Maria. Prefiro chama-los de fregueses, como sempre foram. Mas muitas vezes me pego rindo de piadinhas nesses sentindo. É uma evolução lenta e necessária. Não é porque sempre teve, que precisa continuar.

Por isso, ouvir parte da torcida entoando aquela nojeira em nome de um candidato que representa tudo de ruim que uma sociedade pode querer, foi, disparado, o pior momento da minha vida como Atleticano.

A homofobia, o racismo e o machismo estão tão arreigados em nossa cultura, que quando uma aberração dessas acontece, não são poucos os defensores desses atos. Inclusive profissionais da imprensa que, por serem influenciadores, deveriam ter bom senso e responsabilidade, mas agem como se fossem alto falante dos imbecis. E depois não sabem porque o filho de alguém morreu por causa de um jogo.

Dizem que é “mimimi”. Só zoação. Que ninguém quer matar “viado” de verdade. Lembram que músicas assim são cantadas há tempos. E se esquecem que há tempos se mata no futebol por causa de intolerância. Há tempos mulheres são assediadas nos estádios. Há tempos o futebol é ambiente completamente hostil aos LGBTs, negros e pobres.

Em uma sociedade doente como a nossa, a brincadeira vira realidade em um estalar de dedos. Se hoje a música é cantada por milhares e ninguém se indigna, amanhã o boçal tem legitimidade para matar um “viado” apenas porque ele é gay ou usa camisa do time adversário. Não sejam ingênuos. Discurso de ódio, seja ele imitar uma metralhadora para sugerir matar adversários políticos ou uma simples música que incentiva a homofobia, sempre vai gerar violência. Já somos uma sociedade violenta por natureza. Propagar essa violência disfarçada de “brincadeira” é apenas dar voz aos imbecis que querem realmente agredir e matar.

Menos mal que o Clube Atlético Mineiro se pronunciou contra esse absurdo. Menos mal que a instituição soltou nota oficial abominando esses atos. Menos mal que, o clube que tem um Rei que desafiou a Ditadura com seu punho cerrado e que sempre foi vítima de injustiças externas, veio a público mostrar sua indignação.

Mas ainda é pouco. O Galo tem em mãos uma excelente oportunidade de fazer um belo serviço de responsabilidade social junto aos seus mais de 9 milhões de torcedores e sociedade em geral.

Que tal liderar uma campanha agressiva contra a homofobia no futebol? Que tal colocar LGBTs para entrarem em campo de mãos dadas com os jogadores? Que tal escrever os nomes de LGBTs que foram assassinados recentemente nas camisas dos jogadores, como homenagem? Que tal reviver a camisa rosa, ironicamente uma das mais vendidas em nossa história, e jogarmos o restante do campeonato com ela, como forma de protesto pelo massacre diário da população LGBT no Brasil?

Passou da hora dos clubes assumirem uma postura mais ativa em relação aos machistas, homofóbicos e racistas que usam as arquibancadas para promoverem ódio. Ainda mais agora, que estamos diante da real possibilidade de sermos governados por um presidente que apoia todas essas barbáries.

Se ontem, eu tive vergonha de ser Atleticano, eu teria o maior orgulho de ver o Galo tomando frente nessa luta. Aí sim, o Time do Povo, o Time de Todos, o time de preto, de favelado, faria jus á sua história.

Mas, por enquanto, estou envergonhado.

OBS: O blog não vai tolerar nenhum comentário homofóbico, racista ou machista. Aqui, vocês não passarão!

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36 comentários para “O dia em que eu tive vergonha de ser Atleticano

  1. 👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾. Parabens pelo texto. Pela critica, pela verdade, pelas sugestoes e pela coragem de enfrentar os homofóbicos de plantão.
    Obs: sou atleticano e heterossexual, mas lutar contra a intolerancia é dever de todos

    1. Sr. Comentarista, sou cruzeirense, mas aplaudo seu comentário. Porém mepermito discordará respeito do candidato.
      “Mulheres de grelo duro; Pelotas é exportadora de viados;a minha mulher fica em casa porque ela tem criar os filhos.”
      Essas palavras são do bandido preso. Homofobia, machismo, etc.
      Repito, parabéns, mas não seja tendencioso.

  2. Como cruzeirense, tiro meu chapéu para você Fernando. Texto sensato de quem sabe torcer sem agredir a dignidade humana usando a desculpa que “isso faz parte do futebol”. Não faz parte do futebol, faz parte apenas de pessoas preconceituosas que nem sabem que são assim. Sei que esses poucos homofóbicos não representam a torcida do Atlético, e concordo com vc que já está mais que na hora dos clubes se manifestarem sobre esse tema recorrente. Obrigada pelo texto!Abraços

  3. Boa tarde Fernando.
    Espero que você sendo tão superior não censure o meu comentário por não concordar com você, isso só iria mostrar que você é tão igual aos que crítica. Então vamos lá:
    -Em primeiro lugar, esse cântico da torcida ontem nada mais foi do que uma brincadeira entre torcidas, cântico esse igual às mais famosas marchinhas de carnaval como “Maria sapatao” e “olha a cabeleira”;
    -Segundo que o que causa esses conflitos nos dias de hoje é exatamente essa falta de alegria das pessoas que à qualquer brincadeira se sentem ofendidas e partem para ataques físicos ou “levam pra justiça” sendo que antigamente isso era sempre levado com bom humor, inclusive pela imprensa. Hoje o futebol está ficando tão chato, que jogador não pode comemorar brincando com adversário, torcedores não podem cantar músicas provocando o adversário e etc;
    -Em terceiro acho também que este não é o local para você externar sua opinião política, uma vez que fica nítido seu preconceito com o Bolsonaro, pois você o acusa de coisas que você não pode provar, uma vez que ele não é isso que você disse e nem quem vota nele tem esses pensamnetos. Fazendo isso vc perde toda sua credibilidade e mostra seu autoritarismo na sua postura leviana;
    -Por fim finalizo deixando claro que respeito opiniões opostas às minhas e me dou o direito de não concordar quando achar pior e de até mudar a minha quando sou convencido, afinal de contas ninguém é dono da razão.
    Obrigado

    1. Perfeito este comentário do Marcelo. Só acrescento que quem tem q ter vergonha são os jogadores de jogarem aquele futebolzinho de ontem e o senhor Thiago Larghi de dar uma entrevista q tá tudo bem

      1. Tiagão, o vexame do Galo ontem foi mínimo diante do vexame de parte da torcida. Nem o Cazares conseguiu me fazer tanta raiva quanto essa música. Abço

    2. Marcelo, respondendo ao seu comentário. Talvez a “falta de alegria” a que você se refere tenha se originado do grande sofrimento que musicas como essa já causaram. Essas músicas, são as músicas que fazem uma torcida visitante ter que ficar presa no estádio do rival por mais de 2 horas e não pode sair com a camisa do seu time antes das 2 da manhã. Situação que vivi na quarta no Allianz Parque em São Paulo. Sim, sou cruzeirense e vim aqui para elogiar o texto do Fernando.

      Mas mais do que prejudicar torcedores rivais, músicas como esta prejudicam os seus companheiros de torcida. Quantos Atleticanos não podem ir aos estádios ou vestir uma camisa do seu time em público sem correr o risco de serem agredidos? De sua própria torcida Afinal, a sua torcida não quer perder o motivo de “zoação”… então não é aceito nenhum tipo de diversidade sexual.

      E mais do que isso, ontem não foi dito que iriam matar os Cruzeirenses, como em outros cantos. Veja bem a letra da música. Ontem foi dito com orgulho que todos os homossexuais serão assassinados e que os cruzeirenses deveriam tomar cuidado, pois se enquadrariam nesse grupo.

      Isso é um absurdo. E fico feliz de ver que a maior parte da torcida rival enxerga da mesma forma e ficou indgnada com a atitude de quem esteve no mineirão.

    3. Marcelo parabéns pelo seu comentário. Não creio que aqui seja o espaço para o blog “Entre 4 Linhas” , (Que pra mim tá me parecendo ser “13” linhas) expressar sua opinião política. Sou eleitor do Bolsonaro e sou contra a homofobia, porém ele esqueceu de falar de futebol ou até mesmo do canto que a Torcida do Galo fez, para atacar com mentiras e PRECONCEITO, a Bolsonaro. Aqui não é lugar pra isso.
      Fale de futebol, fale da Torcida, mas lembre-se seus leitores também pensam diferente de você.

    4. Interessante, o missivista em momento algum mencionou o nome de seu candidato, mas você vestiu rapidamente a carapuça, por que será? E, sim, sou mais um cruzeirense a comparecer aqui a parabenizar aquele que escreveu este texto, que, em minha opinião, contém obviamente alguns erros no que se refere à relação futebolística entre meu time e o dele, mas que na essência reflete em gênero (com e sem trocadilho), número e grau meu pensamento.

  4. Admito que não tenho o hábito de visitar este espaço mesmo, o motivo, óbvio é torcer para o Cruzeiro. Estive fora durante o final de semana e não pude ver o jogo, mas soube dessa infelicidade da torcida do Atlético. Minha curiosidade foi saber de como os blogueiros, comentaristas, torcida em geral do Atlético se posicionaria diante de tal fato. Constato que o Blog 4 Linhas escreve com propriedade, com o peso da indignação, da responsabilidade de conscientização da torcida para o gravíssimo fato ocorrido no domingo passado. Belíssimo texto!

    1. Olá Rodrigo. Aqui no blog somos torcedores, mas antes de tudo somos pessoas de bom senso. A rivalidade nunca será motivo para agressões ou preconceitos. Obrigado pela audiência.

  5. Olá Marcelo,
    Primeiramente, obrigado pela educação no comentário. Algo tão difícil nesses dias conturbados. E obrigado também pela leitura do nosso blog. Vamos lá:
    -Não dá mais pra concordar com “brincadeiras” que incentivam a violência. Muita gente já morreu e apanhou por causa desse tipo de “brincadeira”. Não precisamos de mais violência. Futebol deveria ser mais que insultos por causa de raça e orientação sexual. E como disse na coluna, jpa vivemos tempos perigosos demais. Qualquer faísca pode explodir tudo.
    -Você tem amigos ou parentes gays? Eu tenho. São atleticanos como nós e não vão mais ao estádio por medo. Imagine a sensação de estar ali e ouvir que você será morto porque torce para outro time e é gay? Pergunte para um amigo seu o que ele sente, se acha também isso é ser alegre e feliz. Aposto com você que a resposta não será o que você imagina. Não é chatice, é civilidade.
    -Sobre externar minha opinião, ainda bem que temos esse direito. Isso faz parte da democracia. Como eu acharia bem normal se o nome do candidato em questão tivesse sido gritado pelos seus eleitores, sem que fosse associado a um crime ou preconceito. Não vejo problema nenhum em me posicionar contra aquilo que acredito ser muito errado, baseado em meus valores morais e éticos. Pode reparar que em nenhum momento eu critico o ato político. Critico sim o ato homofóbico e preconceituoso. Poderia ter sido associado a qualquer candidato, mas coincidentemente, é feito por aqueles que apoiam um candidato que já declarou publicamente sua aversão aos gays, negros e mulheres. Como prova, basta uma pesquisa no Google para encontrar as matérias e os vídeos dele falando sobre isso.
    -Por último, também deixo bem claro que não sou contra candidato A ou B. Sou contra homofobia, racismo, fascismo, machismo e qualquer outra propagação de intolerância. E mais uma vez, obrigado pela compreensão e educação em debater nossas ideias.
    Abraço,
    Fernando Gregori

    1. VC TERÁ QUE PROVAR QUAL É A AVERSÃO DO BOLSONARO A MULHERES E NEGROS, ESTOU PRINTADO SEU COMENTÁRIO PARA MANDAR PRO PSL , DO QUAL FAÇO PARTE, E SOBRE GAYS, ATÉ 2010 N TINHA NADA SOBRE ELE , QUANDO ELE ENTROU NA LUTA DO KIT GAY ELE FOI BOMBARDEADO, E COM ISSO ELE SOLTOU UMA FRASE INFELIZ MESMO, SOBRE EDUCAR O FILHO GAY PARA N SER – MAS ESSA É UMA TEORIA QUE A IGREJA INCLUSIVE PREGA – ENFIM, ESQUERDISTA MENTIROSO E CALUNIADOR, SERÁ PROCESSADO

  6. Tô cansado desse politicamente correto. Quanta asneira. História furada que se mata por intolerância. Das mais de 60.000 mortes por ano quantas são de homossexuais? Acho que não saberá responder…

      1. Thatiane, desculpe me intrometer, mas está estatística não serve como defesa que os LGBT são perseguidos e assassinados no Brasil, porque, na verdade, são assassinados 7 brasileiros por dia, independente de cor, sexo ou orientação sexual. A violência é indiscriminada e assustadora. Não podemos esquecer isso, ainda para alimentar um discurso mentiroso. Claro que existe ainda inúmeros motivos para melhorarmos nosso tratamento aos homossexuais, que são tão merecedores de respeito e consideração. Mas tratar TODOS atleticanos como se fossem “homofóbicos”, racistas ou envergonhassem o Galo, como faz o autor desse post (que alias gosto muito e continuarei acompanhando, apesar de não concordar com suas colocações generalizadas nesse caso), mais prejudica que ajuda a um ambiente de tolerância e harmonia entre todos. É só minha opinião. Saudações atleticanas.

  7. “Que tal liderar uma campanha agressiva contra a homofobia no futebol? Que tal colocar LGBTs para entrarem em campo de mãos dadas com os jogadores? ”
    Isso já tá virando palhaçada, dá vergonha de saber que vc como Atleticano pensa assim, que tem que ser na base da imposição. Forçar a barra só aumenta a antipatia com esses movimento no Brasil.
    Sou contra a homofobia sempre, porém sem Forçar a barra.
    NA verdade futebol tem que ter respeito SIM, porém quando alguém que tem nas mãos um Meio de comunicação e usa-o para atacar uns e defender outros acaba sendo IGUAL aos que supostamente foram homofóbicos.

  8. O dia em que eu tive vergonha de ser Atleticano? Sai desse blog e dá lugar pra um sangue puro.
    Ishi vai começar o mimimi. Sangue ouro é ser Galo sempre, sem essa de ter vergonha por algo que a massa não quis ser, mas vc quis ver isso.

  9. Mais um esquerdista falando merda, para variar, a esquerda MANDA MATAR CONSERVADORES – N É BRINCADEIRA NEM FIGURA DE LINGUAGEM, ELA MANDA MATAR- e vcs falando que o bolsonaro incita ódio ….. nem respeitam o cara em um leito de quase morte, vc n vai no estádio? LA TEM OS MAIORES PALAVRÕES E OFENSAS Q TEMOS, vc é um demagogo e chorão e pode continuar chorando BOLSONARO 2018

  10. Interessante que todos que noticiaram ou comentaram o dito cântico da torcida do galo ninguém se deu ao trabaalho simples de contextualizar o acontecimento. Vou tentar explicar em linhas gerais o acontecido.A torcida do cruzeiro antes do início do jogo, puxou um grito espontâneo de apoio a bolsonaro, a torcida do galo, momentos mais tarde puxou aquele grito como uma espécie de galhofa com a contradição de cruzeirenses gritando em apoio a bolsonaro. Em dias em que se fala de uma moralização do futebol, deveríamos gritar pela mudança da postura da nossa crônica esportiva, que de um jeito um tanto quanto prepotente se sente mais parte do espetáculo do que os próprios times com seus jogadores dirigentes e torcedores. A mídia esportiva ama mais a sua versão comentada(tola e pobremente)do futebol, do que o próprio futebol em si. É a miéria para o futebol ter que conviver com a pobreza de conhecimento futebolístico de gente do quilate dos Rizeck, ceretos, crack neto, e esse bando de Nelson Rubens do futebol, que gastam enorme tempo dos comentários pós jogos na repetição inútil de comentários sobre costumes e efeitos dos atores do futebol fora das quatro linhas. O último cronista esportivo que gostava e acompanhava era o Tostão, dada a sua nã necessidade de agradar o establishment. Muito feio ver alguns desses chamados atleticano querendo enquadrar a torcida em sua gaiola ideológica. Voltem a falar de futebol puro e simples.

  11. Isso foi brincadeira entre torcidas. Só isso. Não existe uma pessoa normal no Brasil que defenda tal tipo de violência. Esse artigo tá parecendo coisa de militante petista.

  12. Texto legal de um cara que escreveu na postagem anterior, “muita facada fake por aí”.

    Grito homofóbico de torcida não pode (concordo), mesmo sendo uma brincadeira, da torcida que já foi muito zuada pela camisa cor de rosas do time.

    Mas chamar uma facada que quase matou uma pessoa (que inclusive já passou por várias cirurgias e permanece internada) de fake, pode.

    É o repúdio seletivo à intolerância, não?

  13. Antes de tecer injúrias ao candidato, pesquise as coisas que ele disse na íntegra, sem corte e sem manipulação…aí sim pode escrever um texto gigante, do tamanho do nosso presidenciável!

  14. Parabéns pela inciativa e coragem de abordar um tema “polêmico” num meio tão machista e homofóbico como é o futebol. É de pessoas sensatas assim que o Brasil ta precisando. Eu sou Cruzeirense, mas reconheço que não é a maioria atleticana que pensa assim. E não sou hipócrita também de falar que não existe o mesmo pensamento na torcida do Cruzeiro. Mas é através de pessoas sensatas e sensibilizadas com a causa como você que vamos aos poucos construir um futuro melhor… Saudações

  15. Na boa… Esses torcedores pós liberta tá um pelasaco…. Quem é torcedor das antigas (80/90 e início de 00) sempre chamava os Maria de Maria, bicha, viado e nunca precisou de ninguém vir na internet criar textinho como esse… Tá com vergonha de ser atleticano? Tira o manto do corpo e vá torcer pros Maria então!!!!

  16. Ótimo texto.
    Só pra lembrar, para os que dizem que isso é brincadeira.
    O índio Galdino foi queimado vivo em Brasília, por jovens de classe média, e em sua defesa eles alegaram que tratava-se de uma brincadeira.
    BRINCADEIRA TEM HORA E ISSO NÃO É BRINCADEIRA. #ELENÃO

  17. Comentário retirado no BLOG Canto do Galo! Concordo plenamente.
    LUCY
    20 de setembro de 2018 às 09:29
    Uma vez que dizem aqueles que estão indignados com o episódio supracitado, que a revolta não se trata de política e sim da homofobia no futebol, quero tirar algumas dúvidas:

    No futebol brasileiro, que eu saiba, ninguém sofreu mais ataques homofóbicos reais fora e dentro de campo que Richarlyson, por que nunca houve tanta comoção?
    Uma organizada São Paulina cantava toda a escalação, mas ignorava seu nome, por vezes foi alvo de agressões verbais de tricolores que criaram até um cântico falando de sua orientação sexual; por que não houve tanta comoção?
    Quando o cartola palmeirense disse que Richarlyson era gay e foi processado pelo jogador, a ação foi arquivada, o juiz (que foi punido) sentenciou “futebol é jogo viril, varonil e não homossexual”; por que não houve tanta comoção?
    Ainda no São Paulo, Rogério Ceni reclamou que um zagueiro do Santos teria feito ofensas morais/homofóbicas contra Richarlyson, mas o juiz Sálvio Spinola resolveu a questão e não relatou na súmula, por que não houve tanta comoção?
    O Palmeiras iria contratá-lo, mas as organizadas levaram faixas contra, em uma constava os dizeres “a homofobia veste verde”, desistiram da contratação; por que não houve tanta comoção?
    No Galo ele foi alvo de chacota e ofensas diversas vezes por parte dos torcedores azuis e outros, no Independência e em outros Estádios; por que não houve tanta comoção?
    No Guarani, ao anunciarem sua contratação o Estádio foi atacado com bombas; por que não houve tanta comoção? Etcetera.
    Suponho que se ele fosse um militante vermelho a história teria sido outra. O nobre Rick nunca perdeu a dignidade, nem fez drama, saiu incólume de tudo isso e com seu currículo cheio de títulos. E diz sempre com alegria e orgulho que o ÚNICO Clube onde NUNCA sofreu preconceito foi no Glorioso Clube Atlético Mineiro, esse mesmo que estão tentando associar à homofobia.
    Precisamos falar e combater a homofobia no futebol e em todos os setores da sociedade, mas não com viés partidário!

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