Como desvalorizar uma marca, sem fazer esforço

Publicado em Atlético, Campeonato Mineiro, Futebol
atletico mg tombense campeonato mineiro 2019
(Foto: Bruno Cantini/Atlético/Divulgação)

(Por Fernando Gregori – @ferdsmg)

Ao fim do jogo de ontem, com a derrota do Galo C para a Tombense, eu só conseguia pensar em como o clube se importa tão pouco com sua imagem. Na minha cabeça não entra o descaso com que as pessoas que comandam o CAM tratam a marca GALO. E não é de hoje. E nem é só nos gramados.

Já levamos times risíveis para representar o clube no exterior. Quem não se lembra do time horroroso que jogou a Flórida Cup ano passado? E como esquecer o time reserva sendo eliminado na 1ª fase da Sulamericana, também em 2018. E parece que esse descaso faz parte da rotina da gestão atual, porque em pleno 2019, continuamos vendo a nossa marca sofrer desgastes completamente evitáveis.

Eu entendo completamente a não utilização do time titular em um jogo de estadual que classifica 8, com logística horrível, na segunda rodada. Sou totalmente a favor de usar o Mineiro como laboratório. Mas daí, fazer um junta-junta combinando juvenil, juniores e refugos, não é testar. É arranhar a imagem do clube desnecessariamente.

Os 3 pontos de ontem não farão a mínima falta. Arrisco a dizer que nem o título do estadual faz falta mais. Mas tudo que envolve o Galo tem que ser visto como ativo. Afinal, queira ou não, a marca vale dinheiro. Ou deveria valer, se o nosso departamento de marketing existisse e soubesse capitalizar em cima. Mas, infelizmente, só estamos vendo essa marca se desvalorizar a cada episódio.

Cada vez mais teremos dificuldade em arrecadar dinheiro. Cada vez mais os patrocinadores irão focar suas verbas em times vencedores, que se comparem aos seus produtos. Ninguém quer ver sua marca estampando camisa de time que não ganha títulos e ainda perde jogos bisonhos.

Galo precisa entender isso rápido. Compreender que não é só um jogo sem importância. É como somos visto no mercado. E desde a notícia de um calote no time do Otero, até uma manifestação racista/homofóbica  de sua torcida sem posicionamento oficial do clube, passando pela extrema dificuldade em acertar com um fornecedor de material esportivo, tudo afeta essa visão e desvaloriza a marca GALO.

Como também afeta o clube, que parece não ter ninguém preparado para fazer Gestão de Pessoas. Desde que o saudoso Maluf se foi, o Galo virou casa de mãe Joana. É vice presidente batendo boca com torcedor nas redes sociais e presidente xavecando novinha no Twitter. Agora a moda é jogador, empresário ou pai de jogador dar chilique na imprensa.

Será que não existe uma pessoa lá dentro para resolver as coisas antes de virar manchete? Tudo no Galo vai parar no jornal. Tudo vaza. O caso Elias é um exemplo claro disso. É nítido que o pai/empresário está forçando a saída do jogador por causa da proposta do Inter. Isso deve acontecer quase todo dia, em quase todo time do Brasil. Vide o caso recente do nosso freguês, que foi obrigado a vender um jogador por pressão. Mas no Galo é sempre pior. Sempre acaba mal para o clube e para a torcida.

Dizem que já fizeram 3 reuniões com o pessoas da diretoria e nada foi decidido. Agora fica esse disse-me-disse insuportável pela imprensa, quando tudo poderia ter sido resolvido com uma única reunião entre o presidente e o jogador.

Quer ficar? Contrato até fim do ano. Vai lá treinar e cala a boca. Pronto.

Não quer? Paga o valor da multa e adeus.

Fim da reunião.

Elias é patrimônio do Galo e hoje, peça fundamental no time do Levir. Gosto muito dele e espero que fique. Mas com as últimas declarações do pai dele, o caminho mais provável é a saída. Por mim, escala ele domingo contra o freguês. Se fizer corpo mole, a própria torcida encerra o ciclo dele no Galo.

E que esta seja a última vez que os homens no comando do CAM tratem a nossa marca com desprezo. O Galo merece muito mais carinho e cuidados. Nós também. Vai pra cima deles, GALOOOOOOO!

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Um comentário para “Como desvalorizar uma marca, sem fazer esforço

  1. Bom dia,
    Meu modo de ver é um pouco diferente com relação ao caso Elías, primeiramente se existe no clube um diretor então não precisa da presença do presidente, o representante exigindo tal presença, está descaradamente desfazendo e desqualificando o diretor de futebol.
    Talvez este momento vivido seja exatamente porque o presidente não se coloca no seu lugar, e vive se misturando no andamento do clube, quando o mesmo deve sobreviver sem seus mandos e desmandos.
    Se reservar para quando precisar da sua intervenção, que seja decisória. Assim acaba com este ti,ti,ti.
    No demais concordo com tudo postado, principalmente com o uso da marca.
    Sabemos que no jogo contra O Boa o Adilson saiu sentindo, o Lucas Candido idem após treinamento, mas poupar reservas isso é inédito, ainda no segundo jogo do ano, e o Maicon, Vinícius e o Guga, chegaram bichados, então, como estão treinando normalmente.
    É isto, talvez se o foco fosse a nossa marca talvez as decisões seriam outras.

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