Só São Victor do Horto salva

Publicado em Automobilismo, Fórmula 1
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(Foto: Bruno Cantini/Atlético/Divulgação)

(Por Fernando Gregori – @ferdsmg)

Amanhã se comemora o Dia de São Victor. 30 de maio de 2013, o dia da nossa salvação. O dia em que o Atleticano se sentiu abençoado pela primeira vez na vida. O dia em que o Galo foi notado pelos Deuses do Futebol pela primeira vez na vida. O dia em que um goleiro se tornou Santo e salvou a Massa da perdição eterna.

Desde o momento em que a bola do Riascos bateu naquele santo pé esquerdo, o Galo nunca mais foi o mesmo. Tenho absoluta convicção em dizer que existe um Galo antes e um Galo depois do dia de São Victor. Antes, éramos um time do quase. Sempre havia algum detalhe que nos tirava a alegria suprema. Ou era uma bola que batia na trave e não entrava, ou era um pênalti não marcado ou era apenas um José Roberto Rato que fazia seu “trabalho”.

Mas aí, Riascos partiu pra bola e todo esse passado de tristezas ficou pra trás. Dali em diante, o Atleticano experimentou o céu, tocou as estrelas e dançou com anjos. Fomos felizes como sempre deveríamos ser. E tudo começou no santo pé esquerdo.

Eis que ontem, 2 dias antes do Dia de São Victor, o nosso santo goleiro resolveu adiantar as comemorações do seu próprio dia. E o fez com estilo. Três pênaltis de uma vez. Um inédito hat-trick em sua carreira. Com direito a uma defesa com a santa perna esquerda, como se quisesse dizer, LEMBREM-SE SEMPRE DO DIA 30 DE MAIO. Até porque parte da torcida parece já ter esquecido.

Não foram poucos os que pediram a cabeça do Santo. Não queriam apenas sua saída do time titular, queriam sua saída do Galo. Fizeram até uma faixa herege pedindo isso. Covardia pura e idiotice gigantesca. São ingratos. São pessoas ruins que não sabem reconhecer um ídolo.

Para esses infiéis, o Santo foi mais santificado ainda. Não esbravejou, não brigou, não xingou e muito menos desistiu. Fez o que todo grande ídolo faz. Se calou, trabalhou e ontem esfregou o pé esquerdo beatificado na cara dos seus cornetas.

Um recado claro e objetivo a quem ainda duvida e desrespeita aquele que talvez seja o jogador mais importante da nossa história. Igual a ele temos muitos. Maior, não. Victor vai falhar de novo. Afinal, ele é Santo e não Deus. E santos falham, são humanos. Mas nunca, repito, NUNCA mais devemos duvidar da capacidade desse cara em ser ídolo do Galo.

Milhares de crianças Atleticanas já tem o seu nome. Outros milhares de futuros torcedores já estão sendo “produzidos” só pra ganharem o nome dele. Daqui 20 anos, teremos uma torcida organizada só de “Victors”, será a GaloVictor.

Então, quando o Santo falhar em um gol ou não conseguir impedir uma derrota, lembre-se do pé esquerdo que fez todo Atleticano chorar igual bebê naquele dia 30 de maio de 2013. Lembre-se que o Santo veste preto e branco. Respeite o homem, o profissional e o ídolo.

E o mais importante, respeite o Santo. Por mais que seja uma brincadeira, o Milagre do Horto aconteceu de verdade. E ontem ele provou que pode acontecer várias vezes mais.

In São Victor WeTrust!

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