Capital mineira ganha mais um hospital veterinário. Mas gratuidade não existe

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O primeiro hospital veterinário público do país foi inaugurado em 2012, em São Paulo. Filas de espera desde a madrugada

Enquanto em São Paulo o primeiro hospital veterinário público do país foi inaugurado em 2012, em Minas Gerais aqueles que não têm recursos para arcar com os altos preços de consultas – média de R$ 150 – e exames recorrem a instituições que prestam atendimento a baixo custo. A ausência do SUS dos pets leva ao abandono crescente de animais doentes, à proliferação de zoonoses como leishmaniose e à procriação desenfreada de fêmeas não castradas. Na capital paulista o hospital só foi possível por meio de convênio firmado entre a  Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) e a prefeitura. Já em Belo Horizonte, nada semelhante já foi criado. Apesar da cidade contar com hospitais veterinários em universidades,  a gratuidade não existe. No Hospital Veterinário da UFMG o atendimento é realizado de segunda a sexta, das 8h às 21h, por ordem de chegada, com valores tabelados. O preço da consulta é de R$ 90. Na unidade da PUC Minas em Betim as consultas saem a R$ 80, com funcionamento de segunda a sexta, das 9h às 17h30 e sábado até 12h30. A notícia da inauguração  do Hospital Veterinário do UNI-BH, na segunda quinzena de setembro, no bairro Estoril, trouxe esperanças às famílias carentes. Contudo, a princípio o atendimento gratuito ou a baixo custo direcionado aos moradores da região só será realizado uma vez por semana. Segundo a coordenadora do curso de medicina veterinária do UNI-BH, Carolina Freitas, apesar de o hospital não se tratar de uma instituição com fins lucrativos, a cobrança deve ser feita para a manutenção do hospital e até mesmo por exigência do próprio Conselho Federal de Medicina Veterinária. De fato, o Código de Ética do Médico Veterinário proíbe o atendimento gratuito ou a preços não usualmente praticados, exceto em caso de ensino, pesquisa e utilidade pública. As punições vão desde a advertência à cassação do registro profissional. Um contrassenso questionado no Projeto de Lei 4324/16 de autoria do deputado Roberto Alves, que estabelece que o órgão não poderá impedir os médicos veterinários inscritos de oferecerem consultas gratuitas em consultório particular. O autor da proposta pondera que há um grande número de animais domésticos sob a guarda de famílias de baixa renda. Pessoas que jamais frequentariam uma clínica veterinária com preços de mercado, o que significa que não há concorrência desleal. Somente em Belo Horizonte, são mais de 28 mil cães abandonados, fora a população felina. E a pergunta que fica é: O que serão dessas vidas sem a solidariedade humana? 

 

 

 

3 comentários para “Capital mineira ganha mais um hospital veterinário. Mas gratuidade não existe

  1. Me ajudem, minha cadela caiu e quebrou um osso da pata. Levamos ao veterinário foi contatada à fratura e o caso dela somente sirurgia resolve nao tenho condições de arcar c o valor cobrado . O Dr. Colocou uma tala imobilizando a pata dela e disse que teria que fazer o procedimento sirurgico em no máximo 5 dias . O fato ocorreu ontem (29/04/2017) me ajudem por favor .

    1. Olá Daniel. Sugerimos buscar ONGs e clínicas que realizam atendimento a baixo custo. Seguem contatos: Bichos Gerais: (31) 3086-2415/ Clinica Cães Amigos (31) 3441-5656. Boa sorte.

  2. parabéns pela iniciativa de dar atenção e cuidados a quem só nos enche de amor e carinho… os cães e todos os animais de estimação,tanto quanto aos pobres abandonados merecem nosso respeito e a nossa ajuda. merecem ter um lugar digno pra se viver e eles não conseguem sozinhos. por favor quem puder adotar adote e não maltrate,pq eles lhes será fiel e companheiro a vida toda…

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