Au au, que calor! Proteja o seu pet das altas temperaturas

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Sempre que podem, a pedagoga Eliane Vasconcelos Santos e o filho, Felipe, dão banhos de mangueira em Bethooven e Lunna: "Como são peludos, sentem muito calor, então adoram", diz ela (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Sempre que podem, a pedagoga Eliane Vasconcelos Santos e o filho, Felipe, dão banhos de mangueira em Bethooven e Lunna para refrescar. Foto: Alexandre Rezende/Encontro

Dias quentes e ensolarados. Cenário perfeito para passear e viajar com os animais de estimação. No entanto, todo cuidado é pouco. Os pets são sensíveis a variações de temperatura que podem agravar dores, gerar desconfortos e levá-los à morte. Nas estações mais quentes, como primavera e verão, o risco de hipertermia é grande. A doença que ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os 40 graus, é tão grave que pode provocar coagulação intravascular, parada cardíaca e edema pulmonar.

Para evitar o problema os donos devem ficar atentos a alguns sinais, principalmente em caminhadas e viagens de carro. Bicho com respiração ofegante, excesso de salivação, aumento dos batimentos cardíacos, cansaço e vômito, é sinônimo de perigo. Por isso, é importante evitar lugares abafados, com pouca circulação de ar e passeios nos horários mais quentes do dia. Antes de se aventurar com o seu animal, lembre-se que ele transpira apenas pela língua, focinho e coxins – almofadinhas das patas, o que torna as altas temperaturas ainda mais letais. “Cães e gatos não produzem suor. É através da respiração que conseguem baixar a temperatura corporal. Motivo pelo qual a frequência respiratória é aumentada nos dias quentes. No entanto, quando esse mecanismo não funciona, ocorre a doença”, diz o veterinário Guilherme Brant Alencar, da clínica veterinária São Francisco de Assis.

Além da hipertermia, outros problemas de saúde acometem os animais nos dias quentes, entre eles os respiratórios que batem recorde de incidência. “Os sintomas mais comuns são tosse, falta de ar, cansaço e língua arroxeada. Usar aparelhos para umidificar o ambiente e até uma bacia de água facilita a respiração”, orienta a veterinária Andressa de Marco.  Mas, atenção: jamais coloque o animal na água fria quando estiver muito aquecido. A medida pode resultar na coagulação do sangue, levando-o à morte. A dica para que isso não ocorra é borrifar água no dorso e nas patinhas para resfriar, ou enrolá-lo em uma toalha molhada com água fria. Usar o ventilador ou o ar condicionado para refrescá-los também é recomendável. Viagens para locais de clima úmido e quente nem sempre são uma boa ideia, especialmente para pets que sofrem de problemas cardíacos. “Como o coração, bomba que impulsiona o sangue, não funciona como deveria, o oxigênio tem dificuldade para chegar aos órgãos vitais”, explica o veterinário Guilherme Brant.

O câncer de pele é outra preocupação. Cães e gatos que possuem a pele muito clara ou rosada podem desenvolver sarcoma quando expostos ao sol, sobretudo nas áreas sem pelo. Outro problema recorrente nessa época do ano são as doenças de pele. “As dermatites solares na região nasal, nas margens auriculares e no tronco são muito comuns. Além de queimaduras severas nos coxins por conta do contato direto com o piso quente”, diz Adriana Auad, veterinária dermatologista. Segundo ela, o uso de filtros solares à prova de água com fator de proteção 15 é recomendado nas áreas mais expostas, de três a quatro vezes ao dia. Manter a higiene do bicho com banhos e tosa periódicos e do ambiente em que vive é fundamental para manter parasitas como pulgas e carrapatos bem longe.

E não são só cães e gatos que sofrem com o calor intenso. Os coelhos e chinchilas chegam a morrer por conta do choque térmico e precisam até de toca climatizada. Para os pássaros, é recomendado colocar um recipiente com água para tomarem banho. As Iguanas e tartarugas aquáticas precisam mesmo de uma boa piscininha no verão. Os jabutis também gostam de água, mas não sabem nadar, por isso se refrescam em água rasa. Já os porquinhos da índia são extremamente sensíveis às mudanças de temperaturas, e nos dias mais quentes, é comum terem ataques cardíacos fatais. “Por isso é muito importante pesquisar as necessidades de cada espécie e garantir o seu bem-estar em todas as épocas do ano”, diz a veterinária Marcela Ortiz, especialista em animais exóticos.

Doenças mais comuns nos pets nas estações quentes

– Hipertermia: respiração ofegante, excesso de salivação, aumento dos batimentos cardíacos, cansaço e vômito. O risco é ainda maior em raças de focinho curto

– Doenças respiratórias: respiração ofegante, cansaço, espirro, secreção nasal e ocular

–  Câncer de pele: vermelhidão, coceira intensa, perda de pelo, feridas que não cicatrizam

– Dermatites: perda de pelo, coceira, vermelhidão na pele

Medidas preventivas contra o calor

– Proteja o animal do sol e o mantenha em lugares frescos e arejados

– Deixe água fresca sempre à disposição, inclusive para os animais de rua que sofrem ainda mais

– Jamais deixe o animal preso dentro de carros. Em viagens, utilize o ar condicionado durante o trajeto

– Evite o sol. Passeios devem ser feitos antes das 10h e após as 18h. Prefira locais gramados

– Utilize sempre protetor solar, especialmente nos animais albinos e brancos

– Cuidado com banho e tosa. O calor dos secadores e estresse do ambiente prejudica a respiração do animal e propicia a hipertermia

– Mantenha sempre a higiene do animal e do ambiente em que vive para evitar pulgas e carrapatos

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