Leishmaniose: doença será discutida por especialistas em evento na capital mineira

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Os palestrantes Fábio Nogueira, o mineiro Vitor Marcio Ribeiro, acompanhados da equipe da Virbac no lançamento em SP

Com 77% dos casos de toda região Sudeste, Minas Gerais é considerada uma área endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina.  Diante deste quadro, evento que será realizado nos próximos dias 30 de junho e 1º de julho no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte, abordará prevenção, diagnóstico, tratamento e discussão de casos com profissionais. Ao todo serão 200 veterinários debatendo sobre a  alta incidência da doença no estado que em 2015 contabilizou 418 ocorrências,  segundo último número oficial divulgado pelo Ministério da Saúde.

 

“A Leishmaniose é um grande desafio para o veterinário. De difícil diagnóstico e com um tratamento aprovado recentemente, ainda restam muitas dúvidas. Nosso objetivo é ajudar a capacitar estes profissionais para enfrentarem a doença debatendo todas as questões referentes a ela. Esse é o primeiro de cinco encontros que realizaremos em todo o Brasil”, destaca a veterinária Romeika Reis.

Tratamento para Leishmaniose

Em 2017 a Leishmaniose Visceral Canina ganhou o primeiro e único tratamento aprovado pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura para comercialização no Brasil, o MilteforanTM, desenvolvido pela Virbac, multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal.

Até a aprovação do medicamento, a recomendação para cães diagnosticados com Leishmaniose era a eutanásia. Agora, com o uso do Milteforan, o cão poderá obter a cura clínica e epidemiológica, reduzindo significativamente a quantidade de parasitas e deixando de ser transmissor da doença. O tratamento requer acompanhamento e monitoramento com um médico veterinário para toda a vida do animal.

Transmitida pela picada do “mosquito-palha”, o tratamento dos cães é apenas uma dentro de um conjunto de outras medidas necessárias para a prevenção da Leishmaniose. Além da existência de vacina para prevenção, a medida mais eficiente continua sendo o combate ao mosquito, impedindo-o de se multiplicar e de picar animais e humanos através da utilização de repelentes, assim com o controle ambiental dos locais onde eles se proliferam (frutas em decomposição, material orgânico, folhas que caem das árvores).

Fique por dentro e previna-se

Leishmaniose – também conhecida como calazar, a contaminação em seres humanos e animais ocorre através da picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis, mais conhecido como mosquito-palha ou birigui

Sintomas no ser humano – febre prolongada, perda de peso, falta de apetite e aumento do fígado e baço. Se não tratada a tempo, a leishmaniose visceral tem alto índice de mortalidade em pacientes imunodeficientes portadores de doenças crônicas

Sintomas no cão – lesões de pele, perda de peso, descamações, crescimento exagerado das unhas e dificuldade de locomoção. No estágio avançado, o mal atinge fígado, baço e rins, levando o animal ao óbito

Prevenção da doença

Fazer a retirada de qualquer tipo de material orgânico como folhas, fezes de animais, entulhos e lixo, onde o mosquito possa se reproduzir. A borrifação química é fundamental em áreas endêmicas

Prevenção nos cães

Uso de repelentes, coleira própria contra a leishmaniose, vacina específica, higienização do animal e do ambiente

 

Fonte: http://www.virbac.com.br

 

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