BH registra o dia mais frio dos últimos anos e os animais pedem socorro

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O dia mais frio dos últimos 42 anos foi registrado nessa terça-feira (4), entre 6h e 7h, quando a temperatura chegou a 6,1ºC  com sensação térmica de -9ºC. E o frio promete ficar ainda mais intenso durante todo o outono. Segundo o meteorologista Heriberto dos Anjos, do instituto TempoClima Puc Minas, a média do mês de julho é uma mínima de 13ºC e máxima de 24,6ºC. O que muita gente ignora é que aproximadamente 30 mil animais vivem ao relento em Belo Horizonte, expostos a todos os tipos de privações. Com temperatura abaixo do normal, o risco de hipotermia é grande, e ocorre quando a temperatura corpórea de cães e gatos chega a 28 e 35 graus. Os principais sintomas são o comprometimento da consciência, arritmias, hipotensão, diminuição da frequência cardíaca, depressão respiratória, hipoxemia, tremores, mucosas pálidas, pupilas dilatadas e fixas (olhar vago).

A ativista Sueli Campos comemora o fato de na capital mineira os moradores de rua receberem doações de roupas e alimentos tanto da comunidade, quanto de instituições religiosas, além de contar com abrigos da prefeitura. Os animais, no entanto, pouco são lembrados. “São seres vivos que sofrem com as mesmas necessidades dos humanos. Frio, calor, fome, medo. Não entendo porque são tão negligenciados, tendo em vista que como seres incapazes, também são de responsabilidade da população e do estado”, diz. Visando minimizar o sofrimento dos inúmeros animais de rua, ONGs e protetores realizam campanhas de conscientização para orientar e arrecadar doações de caixas de papelão, jornais, pneus, agasalhos, sacos de lixos, entre outros materiais que serão utilizados na confecção dos abrigos. Uma delas é a campanha ‘Diga não ao frio, BH’  que irá percorrer várias regiões da capital espalhando as casinhas. Faça a sua parte você também. Ajude os animais que estiverem ao seu alcance.

Informações: (31) 99294-4449

 

Voluntários confeccionam as casinhas (Foto: Patrícia Cardoso/ Arquivo pessoal)

 

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