Larmes de Combat: livro de Brigitte Bardot conta como os animais salvaram a sua vida

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Musa do cinema francês e ativista contumaz da causa animal, aos 83 anos Brigitte Bardot lança mais um livro, intitulado “Larmes de Combat” (Lágrimas de combate). Na obra, a atriz conta como sua luta em defesa dos animais a salvaram da loucura dos holofotes da fama.

Em quase 250 páginas, Bardot relembra a infância, os anos nos sets de filmagem, os amores vividos e o desligamento do cinema em 1973. O drama do câncer de mama também é revelado. Mas se dedica de forma muito especial ao relato sobre sua luta em prol dos animais, o que ela define como “pelo animal que eu sou”. “Não faço parte da espécie humana. Não quero fazer parte dela. Eu me sinto diferente, quase anormal”, diz a atriz. E defende “um futuro comum” para todos os seres vivos. “Desde criança eu já sabia, eu pressentia que era um animal”, revelou. E afirma:“Este testemunho registrará para sempre minha convicção, meu abatimento e minhas esperanças, e constitui meu legado. Nunca mais escreverei outros livros”.

Segundo a atriz, desde criança se sensibilizou com a causa animal e foi o seu primeiro marido, Roger Vadim, que lhe alertou para as terríveis condições de sacrifício nos abatedouros. O engajamento na causa surgiu em 1973. A partir daí, carregou o estigma que a maioria dos ativistas da causa levam: o de loucos utópicos. Contudo, a incompreensão da sociedade não a fez desistir. “A primeira parte da minha vida foi como o rascunho da minha existência. A segunda etapa trouxe as respostas às questões que eu me fiz até então”, declara.

Em sua trajetória assumiu vários combates, entre eles a erradicação da caça, dos zoológicos, da criação industrial, dos casacos de pele, do consumo de carne de cavalo, entre outros.  Criada em 1986, a Fundação Brigitte Bardot abriga os animais resgatados e possui mais de 60 mil membros e doadores em mais de 20 países. Uma das campanhas de maior repercussão foi quando BB denunciou, em 1977, o massacre dos bebês de foca no norte do Canadá. A pele dos animais era usada para fazer casacos. “Minha passagem pela Terra não terá, então, sido em vão. E minha alma ficará, enfim, em paz”, conclui. O livro “Larmes de Combat” chega às bancas pela editora Plon.

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